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Insurgente (Veronica Roth) #2

sábado, 5 de setembro de 2015


O segundo livro de Divergente, Insurgente, é bem ruinzinho.

A história recomeça na sede da Amizade, para onde se refugiaram o grupo de Tris. Uma caça mortal pelos divergentes se instaura, a pedido da Erudição; Beatrice está traumatizada após todas as mortes; e inocentes sofrem no meio dessa batalha por poder.

Achei esse livro muita enrolação, nada de realmente importante acontece até o último capítulo: é chato e entediante. A única coisa boa desse livro, é que conhecemos melhor todas as facções, já que Beatrice vai perambular pela sede da Amizade, Franqueza e Erudição, que ainda não haviam sido expostas ao leitor. Veronica Roth quer ser a nova George R. R. Martin, matando todo mundo na história, mas falha, porque isso não deixa Insurgente mais interessante.

Beatrice está muito chata nesse volume, chorona e querendo voltar para a Abnegação, pois nem manejar uma arma, consegue mais. Há uma guerra, querem pegá-la, ela foi treinada para isso e ela fica de graça. Para que vocês tenham uma noção, até no filme esse detalhe é ignorado, de tão sem sentido que é.

O relacionamento de Tris e Quatro, fica bem irritante: os dois ficam de joguinhos, mentirinhas e discussões absurdamente infantis. E ainda por cima os amigos de Tris estão mortos, salvo a Christina, que, porém, ainda está puta com a morte de Will.

Alguém precisa parar a Erudição, mas como? O que eles estão escondendo? Por qual informação os pais de Tris morreram? Essas são as perguntas que direcionam o segundo volume de Divergente.

Eu não gostei do final e não gosto do rumo que a história está tomando. Acredito que se Veronica focasse no problema entre facções (a única coisa realmente legal do livro), Insurgente, e consequentemente Convergente (que eu nem li ainda), seriam bem melhores.

Divergente (Veronica Roth) #1

sexta-feira, 28 de agosto de 2015


Divergente é mais uma distopia da moda que vem levando pré-adolescentes à loucura. Mas, se quer ver críticas inteligentes ao governo e estas coisas que procuramos em livros distópicos, eu não recomendaria a você Divergente.

Bom, mas vamos destrinchar o livro para que você tire suas próprias conclusões. A história se passa no futuro, onde depois de uma terrível guerra, os seres humanos remanescentes, constroem uma cerca sobre a atual cidade de Chicago, e decidem constituir uma nova sociedade dividindo-a em cinco grupos, chamados de facções: Erudição, responsável pelo conhecimento e tecnologia; Audácia, responsável pela segurança; Franqueza, incumbida de promover a verdade; Abnegação, responsável pelo altruísmo e por governar; e a Amizade, incumbida de fornecer alimentos.

É por causa dessa divisão, que conhecemos Beatrice, uma integrante da Abnegação por nascença, mas que passará por um teste de personalidade para ajudá-la a decidir se ficará na Abnegação, ou se tem condições de se mudar de facção. Apesar de Beatrice acreditar que não pertença 100% a Abnegação, trocar de facção significa abandonar sua família.

Ao fazer o teste de aptidão e receber um resultado inconclusivo, que não a ajuda a escolher sua facção, Beatrice segue seu coração, e muda para a Audácia, deixando tudo e todos que conhecia para trás.

Então, veremos o treinamento de Tris, já que ela supostamente trabalhará na segurança; as picuinhas entre os calouros da Audácia; os romancinhos; até que a coisa fica séria: os conflitos entre as facções se agravam e rumores de guerra começam a se espalhar.  E a partir daqui, seria spoiler se eu falasse.

A história se desenvolve sem muito drama, não tem triângulos amorosos (amém), porém, trata-se de um livro de puro entretenimento, não há assuntos importantes sendo abordados, e o livro não levanta nenhuma discussão sobre nenhum tema polêmico. Os diálogos são bem bobinhos, assim como várias das ações das personagens. A narrativa é permeada de ação e mortes. As personagens são ok: a protagonista, Tris, não é insuportável; os amigos que ela faz são legais, o boy magia, Quatro, é maravilho e a vilã, Jeanine, convence.

Enfim, o livro é bom como um todo, já como distopia, nem tanto. Não vá com altas expectativas.

*Apesar de alguns dos meus amigos que leram o livro terem reclamado do filme, eu gostei bastante, só final que foi meio tosco.

 
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