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A Dança dos Dragões (George R. R. Martin) - CGF #5

quinta-feira, 16 de abril de 2015


Terminaremos hoje as resenhas das Crônicas do Gelo e do Fogo, com o livro A Dança dos Dragões (George R. R. Martin). Nesse livro os capítulos são de maioria de Daenerys, Tyrion e Jon, e alguns com Bran, Davos e Theon, nos arredores de Winterfell. Não é atoa que o livro tem mais de 800 páginas: há muita descrição dos ambientes e cenários, e da metade para frente temos um pouquinho de Arya e Cersei.

Os capítulos do Bran e da Daenerys são chatos. Parece que não mudam nunca, estão sempre na mesma lengalenga. Daenerys está desde o primeiro livro naquele drama nas cidades livres, com seus escravos e gente traidora. Bran sempre balançando nas costas do Hodor tentando saber mais sobre os wargs, sem sucesso. Cansa, não vai para frente. Os capítulos de Tyrion são os mais divertidos e onde sempre alguma coisa acontece. Jon na Muralha é obrigado a tomar decisões duvidáveis, o que deixa os capítulos dele bem envolventes também. 

Esse livro foi particularmente difícil para mim, porque não gosto das histórias narradas nas cidades livres. Claro, elas são importantes porque escondem personagens essenciais. Entretanto, tira o foco do que realmente queremos saber: sobre a disputa pelo trono de ferro.

Eu não gostei da divisão ‘geográfica’ de Martin para contar essa história. Pois para quem não sabe, a história de Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões ocorrem no mesmo período de tempo, mas sob o ponto de vista de diferentes personagens. Confesso que fiquei meio perdida, sem lembrar o nome de alguns e o que estava acontecendo com outros, já que desde A Tormenta de Espadas que não os via. Entretanto, depois de uma soma de páginas você vai se achando na história, só não sei se vai estar claro o que está acontecendo com todas as personagens quando for ler Os Ventos de Inverno, que para ajudar, não é lançado logo.

Há neste livro o acréscimo de personagens novos, capazes de dar uma grande reviravolta nos últimos acontecimentos. 

Em A Dança dos Dragões não acontecem batalhas. Não há episódios excitantes. São facadas na história que serão removidas apenas no próximo livro, prometendo sangrar muito.

(MOMENTO DESABAFO) - SPOILER

Fiquei feliz que Daenerys teve problemas com seus dragões, pois acho que eles desestabilizam a disputa pelo trono de ferro: ninguém é páreo para três dragões; o que acredito eu, ser desvantagem para o leitor. Afinal, tendo três dragões, Daenerys poderia muito bem acabar com todos os Caminhantes Brancos (Os Outros) que afrontam a Muralha, já que os caminhantes são mortos por fogo, e aí, para chegar ao trono de ferro não seria difícil com três dragões, certo?

Assim como sor Jorah, não sei o que ela tanto enrola nas cidades livres. 

Ela é também uma personagem muito maçante: às vezes acho que ela não combina com o mundo de Martin, pois ele sempre cria personagens com defeitos e qualidades, mas Daenerys não. Ela é a politicamente correta. E o mais engraçado, é que todos os outros personagens honrosos costumam morrer em GoT, como Ned Stark e Robb, mas Daenerys é a intocável.

Irrita-me profundamente aquelas passagens que ela, a rainha, que faz um cú doce incrível para todos da sua ‘corte’, ir lavar os moribundos e alimentá-los. Suas ações não concordam. Não a quero no trono de ferro.

Festim dos Corvos (George R. R. Martin) - CGF #4

domingo, 12 de abril de 2015


O quarto livro da série Crônicas do Gelo e Fogo, Festim dos Corvos (George R. R. Martin) conta os acontecimentos do Sul de Westeros e da cidade de Dorne, onde está a princesa Myrcella.

Depois do bombástico A Tormenta de Espadas, aqui o ritmo desacelera. Mas não de um jeito chato. Muita coisa interessante acontece. Achei o enredo bem equilibrado, nem muita ação, mas não monótono.

Começando por Brienne e Jaime. Gostei muito dos capítulos deles. Podemos ver outro lado de Jaime nesse livro, e porque é um regicida. Vemos que na verdade ele é por vezes injustiçado, e claro, sinistro, por amar a irmã de um jeito não peculiar.

Cercei é uma vadia maldosa. Porém faz tudo pelos filhos. O cerco se fechando em Porto Real a deixa encurralada e os Tyrell, do Jardim de Cima, se aproveitam.

Arya está em Bravos, aprendendo novas habilidades e tentando sobreviver. Sua irmã Sansa, foi levada por Mindinho, que tem grandes intenções com a moça.

Dorne, mantendo a princesa Myrcella, quer seu espaço em Westeros, já que a menina seria a seguinte na ordem de sucessão.

Os capítulos que mais gostei foram os de Sansa, estou muito na expectativa do que vai acontecer com ela e Mindinho. Acho que ela é a grande saída para os Starks.

Quanto ao livro, a narrativa está envolvente e gostosa de ler como de todos os outros livros. Esse quarto livro acredito que seja apenas para colocar os pingos nos i's, ou seja, são os detalhes da história, nada de realmente novo. Claro, George poderia ter colocado esses detalhes em menos páginas, mas acho que o número de páginas é para compensar o quanto demora para sair os livros novos.

Senti falta de Tyrion, pois queria muito saber o que se sucedeu com ele, mas ficará para o próximo volume. Os Starks estão fracos, os Lannister andando sobre fogo... Quem será que ganhará esse trono?


 


A Tormenta de Espadas (George R. R. Martin) - CGF #3

quarta-feira, 8 de abril de 2015


A Tormenta das Espadas (George R. R. Martin), terceiro livro da série Crônicas do Gelo e do Fogo é o livro de que mais gostei até agora.

Esse livro é muito insano. Há muitas batalhas, sangue rolando, personagens mortos, e claro, reviravoltas. Como sofremos torcendo pelos Starks. Como eu sofro lendo os capítulos da Daenerys... Como Martin é um gênio!

Os reis de Westeros entram em combate pelas terras do Sul e do Norte, por ambição e vingança. As irmãs Stark estão separadas e uma mais ferrada que a outra. Tyrion tenta manter seus bons feitos na capital, agora que Tywin Lannister chegou para apoiar Cercei como Mão do rei. Catelyn, separada de seus filhos, apoia aquele que lhe resta, o rei do Norte. Robb por sua vez, toma decisões inexplicáveis e inacreditáveis. Jon está para lá da Muralha, mostrando-nos um pouco mais sobre os povos livres. Davos parece ser o único a lutar por seu rei Stannis. Bran sofre com seu irmãozinho em Winterfell. Daenerys continua sua busca por forças para retornar ao seu trono de ferro.

Enfim, é uma infinidade de coisas acontecendo. Essa complexidade é muito legal e arrebenta num final de deixar a boca aberta.

Eu amo e ao mesmo tempo odeio esse livro. Os motivos estão nos spoilers.

(MOMENTO DESABAFO) - SPOILER

Gente, o que é esse livro?

Como pode Robb ser tão burro? Não consigo acreditar. Ele abandona tudo por amor? Achou que os Freys o perdoariam? Inacreditável. Foi morto por sua inocência e idealismo. Bem feito.

A Catelyn nem fiquei chateada por ela (parcialmente) morrer, já fazia um tempo que estava me irritando.

A Daenerys então, não suporto ela. Ela é tudo o que me faz odiar um personagem: é muito perfeita (tem dragões, rainha dos pobres, todo mundo paga um pau pra ela), idealista (fica enrolando e achando encrencas com os escravos nas cidades livres), tem tudo a favor dela e fica de drama. Irrita. Na série até que é legalzinha. Mas nos livros? Uma chata.

A Fúria dos Reis (George R. R. Martin) - CGF #2

domingo, 5 de abril de 2015


O segundo livro das Crônicas do Gelo e do Fogo, A Fúria dos Reis, começa logo após a dramática e inesperada morte de Ned Stark.

As filhas de Ned, que haviam ido para a capital com o pai, Sansa e Arya, estão cada uma sofrendo com seu destino: Sansa está na capital, sendo torturada por Joffrey Baratheon e Arya perdida pela extensão de Westeros, após fugir da capital.

Daenerys continua sua busca por recursos para voltar a Westeros, mesmo passando por várias dificuldades nas cidades livres.

Na Patrulha da Noite, Jon Snow segue com seus companheiros para dentro do território selvagem a fim de fazer um reconhecimento das forças selvagens.

É neste livro também que o carismático e divertido anão da casa Lannister, Tyrion chega em Porto Real para servir como Mão do Rei de seu sobrinho, o jovem Rei Joffrey Baratheon. Tyrion precisa montar estratégias para defender a capital e manter o poderio de sua família, já que uma guerra de grande dimensão se instala em Westeros por causa da morte do rei, Robert Baratheon: A guerra dos cinco reis, que tem como participantes:

  • Joffrey Baratheon, o odiado filho de Robert Baratheon, acusado de ser o filho de Cercei e de seu irmão, James, portanto, um bastardo, não digno do trono, é apoiado pela rainha e pela casa Lannister.
  • Stannis Baratheon, irmão mais velho do rei Robert, instigado por Melissandre, uma sacerdotisa do deus vermelho, que por admitir Joffrey um bastardo, considera-se o mais apropriado para assumir o trono;
  • Renly Baratheon, irmão mais novo do rei Robert, que acha que a antipatia de Stannis o desclassifica para o trono, sendo ele então o melhor pretendente ao cargo. 
  • Balon Greyjoy, que é o patriarca da casa Greyjoy, se revolta contra o governo de Westeros e reinstala sua soberania nas Ilhas de Ferro, que até então estavam subjugadas graças às forças de Robert e Ned (ambos mortos);
  • E por fim, Robb Stark, o rei do norte, que busca vingança pela morte de seu pai e quer separar o norte do resto de Westeros.

É um livro bem legal, muito focado nas questões políticas. Os melhores capítulos são de Tyrion Lannister, que tenta fazer o melhor para a capital, mas só se fode, e também os capítulos de Arya, que nos mostra como os mais pobres e menos influentes lidam com a guerra.

A série é excelente e super recomendada.

A Guerra dos Tronos (George R. R. Martin) - CGF #1

sexta-feira, 3 de abril de 2015


Conheci esses livros por meio de uma revista que divulgava o lançamento de Games of Thrones na HBO. Mas, enrolada como sou, demorei certo tempo para começar a ler os livros, e quando o fiz, me apaixonei.

O primeiro livro, Guerra dos Tronos, nos introduz ao mundo de Westeros, que é uma idade média misturada com a Terra Média de Senhor dos Anéis. No começo é tudo muito complexo, são vários personagens e vários núcleos, porém ao longo de algumas páginas você se acostuma.


A história da série é sobre um reino que está instável após a morte do braço direito (a mão do rei), lorde Jon Arryn, pois era ele quem governava no lugar do rei, Robert Baratheon, que é na verdade um beberrão mulherengo.

O reino de Robert é dividido territorialmente entre famílias poderosíssimas, e ele vai a procura de um desses patriarcas, seu amigo Ned Stark, para que ele assuma a função de mão do rei.

Mesmo não querendo deixar seu lar para ir a capital tomar posse desse cargo, Ned acaba indo, pois há suspeitas de traição envolvendo a morte de Jon Arryn, que comprometem a integridade do reino. Já na capital, há traições, uma rainha descontente, e muita gente querendo tirar proveitos do caos.

Ao mesmo tempo em que o cenário político de Westeros está incerto, ao norte do reino, forças selvagens ameaçam a segurança da população. Conhecemos um pouco desse conflito entre ‘civilizados e selvagens’ com Jon Snow, bastardo de Ned Stark, que se junta ao grupo denominado Patrulha da Noite, responsáveis por defender a fronteira norte.

Fora de Westeros, há ainda dois filhos do antigo rei louco, Aerys II, que teve seu poder usurpado por Robert Baratheon, buscando uma forma de voltarem a Westeros para retomar o poder para sua família, Targaryen, famosos por seus supostos extintos dragões.

Neste livro ainda há os núcleos dos filhos de Ned Stark, da casa Lannister e dos subalternos fofoqueiros da capital, que vão ganhando importância enquanto a série caminha.

Guerra dos Tronos é um livro excelente, muito bem construído e com certeza, surpreendente. A série é muito instigante e talvez uma das minhas preferidas da vida.


 
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