Fechamento 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015


Olá meus queridos! Venho hoje compartilhar o que achei das leituras de 2015.

Primeiramente, achei legal porque esse foi um dos anos que mais li e, mais importante que isso, fiz excelentes leituras, de livros renomados e que realmente acrescentaram na minha vida. Os nove mais queridos do ano foram:

  1. Misto Quente;
  2. Clube da Luta;
  3. Eleanor & Park;
  4. Trilogia Rei do Inverno;
  5. Vidas Secas;
  6. Capitães da Areia;
  7. Jogos Vorazes;
  8. Feliz Ano Velho
  9. Sobre Meninos e Lobos
Em janeiro/fevereiro sairá a TAG Oscar Literário na qual avaliarei melhor os livros, mas no geral, foram esses os meus favoritos de 2015.

Outra coisa que queria esclarecer neste post, é o resultado da listinha feita no final do ano passado (AQUI) em que selecionei 12 livros/séries para 2015. Posso dizer que fracassei bastante na lista kkkkk, mas vamos destrinchar os fatores que me levaram a não ler, e os que li, se gostei.


1) O cemitério - Stephen King >>> NÃO LIDO <<<

* Depois de ler O iluminado e não gostar, fiquei receosa e desisti de Stephen King por uns tempos.

2) Vidas secas - Graciliano Ramos >>> LIDO, RESENHA <<<

* O que me impulsionou a ler foi o vestibular, e apesar de não ser sido uma leitura fácil, eu gostei.

3) O colecionador - John Fowles >>> LIDO, RESENHA <<<

* Foi o primeiro livro que li em 2015 e é bem divertido.

4) Trilogia Millenium - Stieg Larsson >>> PARCIALMENTE LIDO, RESENHA EM 2016 <<<

* Li apenas o primeiro volume, Os homens que não amavam as mulheres e até mesmo a resenha já está pronta, mas vou segurar para 2016. Eu gostei do livro, porém esperava mais, e como são livros absurdamente grandes, talvez leia um por ano.

5) Um caso perdido - Colleen Hoover >>> NÃO LIDO <<<

*Esse livro entrou para a lista pois uma amiga me indicou, mas acabei perdendo o interesse por ele. Quem sabe em 2016.

6) Capitães da areia - Jorge Amado >>> LIDO, RESENHA <<<

* Outro livro lido por causa do vestibular, mas que eu adorei. Super indico e pretendo ler mais alguma coisa de Jorge Amado em 2016. Veremos.

7) O Diário de Anne Frank >>> NÃO LIDO <<<

* É um livro que não li neste ano, mas que com certeza está nos meus planos lê-lo qualquer dia.

8) Os Sete - André Vianco >>>NÃO LIDO <<<

* Eu vi este livro apenas uma vez na biblioteca e perdi a oportunidade de levá-lo naquele dia e nunca mais o encontrei. Acho que esse foi o principal motivo de não ter o lido. Talvez esteja no mês do terror de 2016.

9) Sobre Meninos e Lobos - Dennis Lehane >>> LIDO, RESENHA EM 2016 <<<

* Adorei, muito bom mesmo. É bastante cansativo, mas compensa.

10) Trilogia A seleção - Kiera Cass >>> PARCIALMENTE LIDO, RESENHA <<<

* Li apenas o primeiro volume e achei muito água com açúcar e muito previsível. Bem diferente do que eu esperava. Não tenho vontade de terminar.

11) Laranja Mecânica - Stanley Kubrick >>> NÃO LIDO <<<

* Tive problemas para conseguir esse livro também. Ficou tempos reservado na biblioteca e no fim não deu em nada. Mas continua na listinha.

12) Trilogia Sevenwaters - Juliet Marillier >>> NÃO LIDO <<<

* Depois que descobri que esse trilogia é composta por livros gigantes, dei uma desanimada. Mas pretendo lê-los ainda sim!

Enfim gente, como disse, foi um fracasso, li metade do que foi proposto kkkkk, mas como sou brasileira e não desisto nunca, já estou preparando a lista de 2016, aguardem!

TAG: Alice no País das Maravilhas

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015


Oi gente! Como estou soterrada de coisas para fazer e é fim de ano, decidi que neste mês vou fazer apenas o fechamento do ano e a listinha para 2016. Para o mês não ficar tão vazio, achei a TAG Alice no País das Maravilha, no blog da Serendipity, e gostei bastante, e como li Alice esse ano, achei propício responder, enfim, vamos lá:

  • Alice: um livro que te fez cair em um mundo completamente diferente
Li muitas distopias esse ano como Legend, Divergente, Jogos Vorazes e até mesmo Maze Runner, mas como essas são respostas bem óbvias, vou selecionar o livro Branca de Neve e os Sete Zumbis, que é um livro de contos, mas que são interligados e nos levam a um mundo medieval cheio de mistérios e horrores bem diferentes daquelas histórias meiguinhas que conhecemos quando criança.

  • Chapeleiro Maluco: um livro com um protagonista louco

Só consigo lembrar do narrador do Clube da Luta (do qual não é dito o nome). Enfim, quem já leu sabe que não posso falar muito, porque é fácil dar spoiler. Para quem não leu, super indico, entrou para a lista dos meus livros favoritos fácil.

  • Coelho Branco: um livro que atrasou suas leituras

Esse ano acredito que foi Jogos Vorazes, pois inicialmente nem tinha intenção de ler, aí como estava para sair o filme, resolvi dar uma chance, adorei, terminei os três livros em uma semana e bateu uma bad, uma ressaca literária, que enquanto não vi o filme, não passou.

  • Gato risonho: um livro que te fez rir muito

Acho que foi Feliz Ano Velho, porque apesar de ser um livro sobre um acidente, o Marcelo Rubens Paiva é muito engraçado e as passagens da vida dele e seus pensamentos são demais. 

  • Lagarta azul: um livro que fez você refletir

Li Capitães da Areia no começo desse ano, quando as mídias brasileiras estavam fervendo com o assunto da redução da maioridade penal, e esse livro me fez refletir demais e até mesmo ajudou a me posicionar contra a redução, pois ele mostra a realidade dos 'pivetinhos' e acredito que todo mundo que já leu tem uma opinião diferente sobre crianças que cometem pequenos crimes.

  • Tweedledee e Tweedledum: dois livros que são parecidos

Garota Exemplar e Não Conte a Ninguém, os dois são basicamente a mesma coisa: a mulher desaparece, fica o livro inteiro procurando, tem flashes do passado, enfim, para mim, são muito semelhantes.

  • Rainha de Copas: um livro cujo autor adora matar personagens

Eu não consegui terminar de ler a trilogia Divergente ainda, mas cara, a autora mata bastante gente hem!

********** 1 ANO DE BLOG **********

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015


Só para deixar registrado aqui, hoje, 09/12/2015 o blog Feitiço Literário comemora um ano de existência!!!

A ideia de construir um blog literário era algo que eu queria há muito tempo, mas todos os blogueiros sabem que manter um blog atualizado não é fácil, e não foi fácil para mim também, já que este é meu ano de vestibular e foi bem corrido no ensino médio.

Mas no fim deu tudo certo, acredito que este mês de dezembro foi e será o mais paradinho por que devido as provas que venho fazendo não tive muito tempo de ler, o que atrapalhou as montagens dos posts, mas 2016 está aí, e espero trabalhar muito e crescer muito!

Obrigada a todos que passaram por aqui e que leram pelo menos um linhazinha, elas foram escritas com muito amor e verdade.

A esperança (Suzanne Collins) - THG #3

sexta-feira, 20 de novembro de 2015


Acabei faz poucos minutos de ler Mockingjay, e espero que escrever essa resenha me ajude a decidir se gostei ou não do desfecho dessa história que tem me atormentado nesses últimos dias.

Bom, depois que o Peeta foi abandonado junto com outros vencedores para trás na arena, a Katniss fica bem bolada no Distrito 13. Sim, o 13 ainda existe, sua população vive no subsolo e eles querem levar a Capital ao chão, mas para isso, precisam do Mockingjay, a ser representado por Katniss, para dar aos rebeldes, esperança.

A partir daí muita coisa inútil acontece e o ritmo não colabora. Vi algumas resenhas falando que o livro provoca um estresse e uma raivinha lá no fundo do coração, e comigo não foi diferente. Mas claro, é inegável que a trilogia é viciante e mesmo com ódio você não consegue parar de ler, porque você simplesmente precisa saber o que vai acontecer.

Katniss acaba aceitando ser o Mockingjay e passa a ir em alguns distritos dar um apoio moral para os rebeldes e até mesmo para sabotar a Capital. Ela se reaproxima bastante de Gale e eles ficam metade do livro irritando você, que só quer ver a porra da guerra.

É só depois da metade do livro que as coisas começam a esquentar. Mas não se iluda, o final é doloroso.

MOMENTO DESABAFO - SPOILER

Analisando o livro como um todo, podemos dizer que o Peeta só se fode: ama uma garota desde a infância que não liga para ele, é meio inútil, só se fode nos jogos, fica perneta, quase morre toda hora, não sabe fazer nada, é pego pela capital, torturado e toda a sua família morre. Gente, coitadinho.

Aí tudo isso acontece com o garoto, e quem fica de drama? Isso. Katniss. O motivo? Ainda não sei. Veja bem, ela estava chateadíssima por terem abandonado Peeta, até aí ok. Mas depois o Peeta é resgatado, com sérios problemas e o que ela faz? Nada. O ignora e parte para o trabalho de Mockingjay e fica surtando lá. O que concluímos? A Katniss é uma puta, até o Haymitch fala.

“Se você fosse pega pelo Capitol e sequestrada, e então afligida para matar Peeta, essa é a forma que ele estaria tratando você?' Requere Haymitch.

Eu caio em silêncio. Não seria. Isso não é como ele estaria me tratando. Ele iria tentar me ganhar de volta a qualquer custo. Não me excluindo, me abandonando, me tratando com hostilidade todo o tempo. ”

Exatamente Haymitch, ajuda o menino Katniss, ele acima de tudo, é seu amigo. Qual o problema dela? A família dela estava com ela, a Capital caindo, os distritos lutando, por que ela fica tão louca?

Aí a Suzanne me vem, e fode mais um pouco, massacrando a paciência do leitor com um triângulo amoroso horrível e escroto. Katniss está em uma guerraaaaa não tem que ficar de drama por causa de garotos! Cú doce do inferno, não sabe quem ama, fica de boa então. Não pega ninguém, certo? Agora fica distribuindo beijos por aí, ‘BLÁBLÁBLÁ, não sei quem vou escolher depois que acabar a guerra LÁLÁLÁ’...... aí que ódio gente.

A guerra final foi mediana, não vemos realmente como a capital é detida, mas tem muito sangue, mortes, pressão sobre os personagens: é aquela emoção. Achei o fim do presidente Snow e da Coin bons. Não gostei da morte de Prim, achei super desnecessária e acredito que ficou faltando fechar melhor a história, sobre o que aconteceu na capital e com os outros distritos, inclusive com o 13, etc.

É claro que o final não seria flores, pois o livro contou uma guerra, e as pessoas que saem dela, ficam com sequelas. Eu achei plausível o final dos personagens, que com certeza não irradiarão mais felicidade depois de tudo o que aconteceu. É claro que eu esperava um maior desenvolvimento no relacionamento de Peeta e Katniss, porque depois da indiferença dela nesse terceiro livro, achei que ela acabaria sozinha, ou no mínimo, com o Gale, mas né. O final dado a Gale foi bem ruim e mal explicado: seria melhor se tivesse morrido com pacificadores, ou sei lá, achado outra menina.

Enfim, o que eu teria feito nesse último livro e que acredito que teria ficado melhor:

- No segundo livro, quando a Katniss e o Peeta se noivam, o Gale poderia ter se conformado que a tinha perdido, e ido procurar outra paixão, que poderia ser a Madge (filha do prefeito, que deu o pingente do Mockingjay pra Katniss), que até é alvo de ciúmes quando ela arruma remédios para o Gale, super achei que eles ficariam juntos.

- Assim, começaria o terceiro livro sem o triângulo amoroso Gale-Peeta-Katniss. Katniss teria mais tempo para se dedicar ao Peeta quando ele fosse resgatado, o que poderia ter intensificado o romance deles desde a metade do livro, e não nas últimas três páginas. Fora que o Peeta poderia ter participado mais da queda da capital, porque ele novamente é jogado para o escanteio.

- Eu mataria o Finnick talvez, para dar aquela emoção, mas a Prim não. Menos um baque para a Katniss, fora que a forma como a morte foi executada foi bem escrota né.

- Teria explicado melhor a estratégia do Distrito 13 para invadir/destruir a Capital e também sobre o que acontece depois que a guerra termina.
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Enfim, dei quatro estrelas no Skoob, por acreditar que a Suzanne não foi muita cuidadosa com o final e optou por utilizar-se do famoso triângulo amoroso ao invés de construir uma relação séria, preferiu ficar 150 páginas nos dramas inexplicáveis de Katniss ao invés de priorizar mais páginas para explicar o que se deu no território de Panem com mais detalhes, e por fim, deixou de trabalhar um final mais digno para todos os personagens: largou o Gale a sua própria sorte, o Peeta com uma vadia e a Katniss com um rapaz que ela não ama de verdade.

Quero o filme logooo, acho que vai complementar bem  o livro, mostrando melhor a tomada da capital, a morte de Prim, o que aconteceu com Panem no fim da guerra e o romance Peeta/Katniss.

Em chamas (Suzanne Collins) - THG #2

quinta-feira, 12 de novembro de 2015


No segundo volume de Hunger Games, o presidente Snow está puto com a Katniss por desafiar a Capital e dá a ela um ultimato: ou convença a população de que o episódio com as sementes venenosas foi um ato de amor, ou seus entes queridos sofreram as consequências. O problema de voltar a fingir o romance, é que o Peeta está meio puto também, depois de descobrir que Katniss estava apenas atuando no jogo, enquanto ele se dava de corpo e alma.

Mas enfim, o livro começa contando como anda a vida de Katniss e Peeta, que agora são vencedores dos jogos, o que melhorou suas vidas financeiras, já não precisam se preocupar com a falta de alimentos para suas famílias, e sim com o assédio e falta de privacidade, pois agora são famosos.

O casal mais querido da Capital, Peeta e Katniss são forçados pelas circunstâncias a se aproximarem e a encenarem um grande amor, pois a viagem ao longo dos doze distritos está para começar, e as câmeras não querem perder um flash desse romance. Mas quando a trajetória começa, a aparição de Katniss só piora os atos rebeldes nos distritos, o que a faz propor um noivado com Peeta para tentar acalmar os ânimos.

Como nem o noivado aquieta os distritos, a edição comemorativa de 75 anos de Hunger Games, vai ter como participantes os vencedores de cada distrito, para mostrar que nem mesmo os mais fortes são capazes de subjugar o poder da Capital, o que é uma péssima notícia para Katniss, já que o distrito 12 só possuí três vitoriosos: Katniss, Peeta e Haymitch. Assim, os pombinhos vão parar novamente na arena.

Eu já tinha ouvido falar em outras resenhas que os livros de Suzanne Collins eram bem enrolados e demoravam para começar o que realmente interessa, mas acho que esse segundo volume é bem pior que o primeiro: são cerca de 150 páginas (metade do livro) para começar a ação.

Além da demora para acontecer algo interessante, ainda tem passagens extremamente irritantes de um triângulo amoroso babaca e muuuuuuuuuuito clichê: dois boys magias por perto, Katniss, lógico, fica confusa, não sabe quem quer, o que fazer etc. 

Apesar de tudo, o livro possui muitos pontos positivos, como um leque de personagens maior e um pouco mais de conhecimento sobre os distritos. A ideia do jogo de comemoração de 75 anos foi estarrecedora e Suzanne acertou em cheio. O final foi de partir o coração e achei uma puta sacanagem com o Peeta, sério, fiquei tão bolada que tive que começar Mockingjay em seguida.

Hunger Games (Suzanne Collins) - THG #1

quarta-feira, 4 de novembro de 2015


Resenhar Jogos Vorazes é uma coisa complicada de se fazer, pois todo mundo que vive nesse planeta já ouviu falar e sabe mais ou menos do que se trata a história. Mas enfim, farei uma breve sinopse sobre o livro, destrincharei alguns pontos e comentarei sobre minha leitura em inglês.

Bom, a história se passa num futuro, onde depois de vários transtornos climáticos, os Estados Unidos foram parcialmente destruídos e para retomar a paz, é criado um novo país, Panem, composto por treze distritos governados por uma Capital. Porém, uma tensão devido a dominação, fome e pobreza, acaba levando o país a uma guerra. A Capital acaba vencendo essa guerra e destruindo o distrito 13 por terem se rebelado.

Panem depois da guerra, ficou pior, pois além da pobreza, da acentuada concentração de renda na Capital, da fome e da falta de liberdade, ainda precisam lidar com um jogo cruel, o ‘Hunger Games’, posto como forma de lembrar a superioridade da capital e instigar o medo. O jogo tem como participantes um garoto e uma garota entre 12 e 18 anos de cada distrito (sendo 24 jogadores), que são colocados em uma simulação controlada pela capital e obrigados a lutar até restar apenas um sobrevivente. O vencedor ganha melhores condições para seu distrito e uma certa fama, já que os jogos são transmitidos ao vivo pela televisão para toda a população de Panem.

Assim surge Katniss Everdeen, uma garota que apesar de seus poucos dezesseis anos, precisa sustentar a mãe e a irmã. Elas moram no Distrito 12, conhecido pela mineração (trabalho que o pai de Katniss exercia quando morreu), e quando chega o festival, chamado de Colheita, que sorteia os nomes dos próximos participantes do Hunger Games, a tensão e a angústia aumentam. Para Katniss, este ano é o pior de todos, já que sua irmãzinha, quatro anos mais jovem, Primrose, concorrerá pela primeira vez aos jogos.

Quando no festival o nome de Primrose é dito, convocando-a ao Hunger Games, Katniss não vê outra opção, senão a de ir no lugar de sua irmã de apenas doze anos. Ainda estarrecida, Katniss fica sabendo ainda, que o garoto que irá acompanhá-la é Peeta, que tem a sua idade e já a ajudou a não morrer de fome, coisa que ela nunca agradeceu. Cada um precisa então manter uma estratégia para se manter vivo e quanto mais os telespectadores gostarem de você, melhor.

E os jogos começam. 

A leitura começa lenta, com os detalhes sobre Panem, a Capital, o distrito 12 e vida de Katniss, mas quando o jogos começam, fica bem frenética e você lê muito rapidamente. As críticas sociais como a concentração de renda, a transformação do sofrimento de uns como meio de entretenimento para outros (muitos jornais sensacionalistas o fazem), a questão de até onde o ser humano pode chegar para garantir sua sobrevivência, são um ponto forte do livro.

Os personagens são muitos bons, a Katniss tem força e determinação muito bacana, o fato de ela saber se proteger e não precisar de garotos lhe dando apoio é muito legal também; o Peeta é muito fofinho e acredito que conquiste a maior parte dos leitores sem problemas; a população da capital também é bem bizarra, mas fácil de ser visualizada; enfim, tudo muito bem construído.

Duas coisas que me incomodaram no livro foram, primeiramente, os dramas que a Katniss faz para tudo: com a mãe/irmã, com o Peeta, quando ela faz o primeiro teste para os Gamemakers etc.... E a outra coisa, foi o final, que achei meio escroto a explicação para a mudança da regra dos vencedores, uma hora é, outra não é, WTF?

Eu já tinha assistido ao filme, por isso sabia o enredo, o que facilitou na hora de ler em inglês. Eu particularmente apanhei um pouco no começo, mas depois acostuma. Só não fique parando excessivamente para consultar o dicionário, pois fará você desistir. Outra coisa que me impulsionou ler Hunger Games, é que o livro possui o audiobook disponível na íntegra no YouTube, o que ajuda demais. É claro que é difícil entender 100%, mas você vai pelo contexto e dá sim para ler Hunger Games numa boa.

O Iluminado (Stephen King)

sábado, 31 de outubro de 2015


O livro escolhido para encerrar esse mês do terror foi O Iluminado (Stephen King).

O que mais me agradou no livro foram os personagens: Jack, um alcoólatra em recuperação meio descontrolado; seu filho Dany, um garotinho sensitivo; e Wendy, a mãe, uma mulher que vive meio encurralada. Outra coisa bem legal é o cenário, como citei na TAG do Oscar Literário, que é excelente para um enredo de medo, já que a história se passa no Hotel Overlook, durante o inverno, onde o Hotel fica isolado da civilização e apenas a família do zelador permanece nele.

A história começa quando Jack, após perder o emprego e a confiança da esposa devido a acessos de raiva, consegue um emprego como zelador em um grande hotel, que como já dito, fecha durante o inverno. A esposa mesmo não gostando muito da ideia de ficar isolada do mundo com o marido que pode a qualquer momento ter uma recaída e o filho consideravelmente problemático, acaba aceitando, pois seu filhinho é completamente apaixonado pelo pai e também porque ela não tem para onde ir.

Após o isolamento coisas estranhas passam a acontecer, memórias antigas ainda fazem parte do hotel, e com a força interior grandiosa de Dany chegando ao local, ocorrem mudanças no clima do Overlook... Mas claro, não vou falar mais nada para não perder a graça. O problema de O Iluminado é que ele começa bem, mas...

Eu não gostei muito dos elementos de terror do livro. Apesar de às vezes dar um medinho, só prometia e não cumpria. Ou seja, os personagens são bons, assim como o cenário, mas o desenrolar da história em si, não.  O final não surpreende, mas ao todo é um livro mediano.



(MOMENTO DESABAFO) - SPOILER

Bom, esperava mais do livro, com certeza. Como já disse, ele começa bem, mas depois fica um lixo e o final então, pura decepção, já que pelo decorrer dos últimos capítulos você sabe exatamente como tudo vai acabar.

Livros de terror costumam ter mortes, tortura, incerteza, dor, medo... Tem tudo isso em O Iluminado, mas nada de forma convincente, pois os flashbacks que acontecem com as pessoas que já se hospedaram no Overlook, não dão a mesma intensidade a cena, que daria se estivesse acontecendo com os personagem centrais da trama, que você tem um apego e tal.

Diz-se que o hotel é isolado, e então o COZINHEIRO do hotel, de aproximadamente 60 anos, que falou UMA VEZ com Dany, faz uma super maratona, correndo sérios riscos de vida para salvá-los?

A coisa, espírito sei lá o que ronda pelo Overlook, morre gritando? Deixa seu querido hotel, que ele habita há muito tempo, EXPLODIR porque ‘esqueceu’ da caldeira, sendo que ele controla tudo no hotel, como elevador e as trancas das portas? Ah por favor, né.

O REDRUM era só murder mesmo? Nenhuma explicação sobre isso? O garotinho que o Dany vê, é ele no futuro? Tipo, what? Sério não entendi qual é a desse livro.
 
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