Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Stieg Larsson)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016


O livro é tão denso na narrativa, que fica difícil dar um panorama geral do que vocês vão encontrar nas primeiras páginas de Os homens que não amavam as mulheres. Mas tentarei. Tudo começa quando Mikael Blomkvist, um jornalista da área econômica de uma pequena revista sueca, a Millennium, recebe um furo quentíssimo de um amigo de longa data, que poderia incriminar um importantíssimo industrial, Hans-Erik Wennerström. Após publicar a matéria, as evidências do envolvimento de Wennerström são insuficientes no caso e Mikael é processado por difamação. Ao perder o processo, se afasta da revista Millennium com o intuito de não piorar a situação do periódico.

Mikael é chamado então, por Henrik Vanger, importante sócio e ex administrador de uma das maiores empresas da Suécia, para escrever uma biografia de sua família, e aproveitar para olhar uma investigação não concluída: o paradeiro de Harriet Vanger, sobrinha de Henrik, que desapareceu misteriosamente da ilha onde residem os Vanger, há vários anos atrás. Mesmo contrariado, Mikael acaba aceitando a proposta, de trabalhar por um ano na ilha, quando Henrik oferece provas contra Hans-Erik Wennerström. O trato é que quando a biografia estiver concluída, e Mikael averiguado todos os registros sobre Harriet, poderá ter sua revanche contra Wennerström.

Então Mikael vai para ilha, começa a ler os relatórios e a conhecer a esquisita e nada amigável família Vanger. Encontra vários becos sem saída, e apenas quando recebe a ajuda de uma hacker, Lisbeth, passa a desenterrar as atrocidades da família Vanger. 

Acredito que esses três parágrafos resumam bem o início do livro, que é muito extenso e cansativo. Eu sinceramente não gostei muito do livro, achei bem enrolado, e como não estou muito acostumada a ler romances policiais, me senti meio perdida ao meio de tantas informações. Somando ao fato de que eu já tinha visto o filme, a lerdeza da narração me irritou e frustrou demais.

É muita descrição, o que pede paciência para ler 150 páginas discutindo fotos do desaparecimento de Harriet, por exemplo, que você nem pode visualizar; ou quando acaba o mistério da família Vanger e ainda tem 100 páginas dos desdobramentos do caso Hans-Erik Wennerström e do relacionamento de Lisbeth e Mikael Blomkvist. Jeová. 


Enfim, os pontos positivos do livro: é instigante, muito bem escrito, tem protagonistas e cenários interessantes e narra uma investigação atraente, que requere ao leitor uma boa memória para lembrar todos os pormenores. Os pontos negativos, são o excesso de descrição e de páginas e o relacionamento entre Mikael e Lisbeth, que na minha opinião, foi bem forçado.

Indico o livro para quem não tem medo de descrições e que gosta de romances policiais. Talvez vocês me matem, não sei, mas o livro de Stieg Larsson me lembrou muito Dan Brown, então acredito que quem goste do autor de O Código da Vinci, venha a gostar de Os homens que não amavam as mulheres. Para aqueles que já assistiram ao filme, não vejo necessidade de ler o livro, pois a adaptação é bem fiel, só deixando de lado os detalhes desnecessários mesmo.

Essa é outra trilogia da minha meta de 12 livros para 2015, mas não sei se vou terminá-la tão já. Estou meio traumatizada pelo número de páginas. Veremos. Se alguém já leu, comente o que achou e talvez até me anime de continuar a trilogia de Larsson. hahahaha

Olá 2016!

domingo, 3 de janeiro de 2016


Gente, li esse poema e achei super cara de ano novo! Espero que gostem!


Não coma a vida com garfo e faca, lambuze-se. 

Muita gente guarda a vida para o futuro. 

Mesmo que a vida esteja na geladeira, 

se você não a viver, ela se deteriora. 

É por isso que muitas pessoas se sentem 

emboloradas na meia-idade. 

Elas guardaram a vida, não se entregaram ao amor, 

ao trabalho, não ousaram, não foram em frente. 

Depois chega um momento em que se conscientizam: 

“Puxa, passei fome para guardar batatas 

e elas apodreceram”. 

Hoje em dia as pessoas orientam sua vidas 

baseadas em idéias e métodos que já não tem 

relação com a própria existência. 

Elas não se alimentam corretamente porque 

sentem medo de tudo: de engordar, de emagrecer, 

dos agrotóxicos, da contaminação, dos malefícios 

para essa ou aquela doença. 

Quando se sentam à mesa, afirmam que precisam 

comer carne porque contém proteína, 

tomar leite porque contém cálcio. 

Elas precisam comer isso ou aquilo. 

Quase ninguém come sem culpa. 

Todo o mundo se alimenta seguindo alguma moda. 

O alimento deixou de ser comida 

e se transformou em medicamento. 

Solte sua alma, seja você. 

Tenha consciência de que, se estiver em paz 

consigo mesmo, você comerá carne quando tiver 

vontade e não porque alguém disse que é bom ou ruim. 

Você não come açúcar porque está satisfeito 

e não porque ele é tido como nocivo à saúde. 

Mergulhe totalmente na vida. 

Chupe a laranja e tire todo o caldo. 

Quando a morte chegar encontrará somente o bagaço. 

Nada do que você deveria desfrutar estará contido 

no bagaço, nada do que precisaria viver restará. 

Não deixe sua vida ficar muito séria. 

Viva como se estivesse num jogo, 

saboreie tudo o que conseguir, as derrotas 

e as vitórias, a força do amanhecer e 

a poesia do anoitecer. 

Brinque, mas brinque muito. 

A felicidade é feita de muitos sorvetes.


TAG: 12 livros para 2016 + Desafio Devoradores

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015


Genteeee, como comentei no post anterior, apesar do fracasso da listinha de 2015, é irresistível fazer listas, então aqui vai os 12 livros que mais quero ler em 2016:
  1. Ética e Vergonha na Cara - Mario Sérgio Cortella e Clóvis de Barros Filho.
  2. O Nome do Vento - Patrick Rothfuss.
  3. Coraline - Neil Gaiman.
  4. Perdido em Marte - Andy Weir.
  5. Na Natureza Selvagem - Jon Krakauer.
  6. As Veias Abertas da América Latina - Eduardo Galeano.
  7. Ardil 22 - Joseph Heller.
  8. Nós - David Nicholls.
  9. O Amor É Um Cão dos Diabos - Charles Bukowski.
  10. O Arqueiro - Bernard Cornwell.
  11. Queda de Gigantes - Ken Follet.
  12. Travessuras de Menina Má - Mario Vargas Llosa.
Bom é isso, nem coloquei trilogias dessa vez para não complicar mais. Em 2016 também pretendo participar do desafio do grupo do Facebook, Devoradores de Livros, que são 12 também, porém mensais:

JANEIRO (UM LIVRO COM NÚMEROS NA CAPA): Um Mais Um - Jojo Moyes;

FEVEREIRO (UM LIVRO DE FICÇÃO FANTÁSTICA NACIONAL): Os Sete - André Vianco;

MARÇO (UM LIVRO DE CAPA VERMELHA): O Jogo da Amarelinha - Julio Cortázar;

ABRIL (UM LIVRO DE CAPA AZUL): A Bússola de Ouro - Philip Pullman;


MAIO (UM LIVRO QUE VIROU FILME): Quem é Você, Alaska? - John Green [PS: o filme tem previsão de lançamento para 09/06/2016];

JUNHO (UM LIVRO BASEADO EM FATOS REAIS OU UM DRAMA): Precisamos Falar Sobre o Kevin - Lionel Shriver;

JULHO (UM LIVRO ESCRITO POR UMA MULHER): A Corrida de Escorpião - Maggie Stiefvater;

AGOSTO ( UM LIVRO ESCRITO POR UM DEVORADOR/A): A Garota da Casa Grande - Amanda Marchi 

SETEMBRO (UM LIVRO COMOVENTE OU UM ROMANCE HISTÓRICO): Os Miseráveis - Vitor Hugo [Siiim, um grande desafio este kkkk];

OUTUBRO (UM LIVRO QUE DÊ MEDO OU UMA COMÉDIA): A Condessa Sangrenta - Alejandra Pizarnik;

NOVEMBRO (UM LIVRO DE AUTOR JAPONÊS OU AFRICANO): Battle Royalle - Koushun Takami;

DEZEMBRO (UM LIVRO DE FICÇÃO CIENTÍFICA OU UMA BIOGRAFIA): Mujica - A Revolução Tranquila - Mauricio Rabuffetti.

Assim, para a meta de 2016 ficam 24 livros, que serão comentados aqui no blog. Enfim, um excelente ano novo para vocês, e que 2016 venha nos surpreender!

Fechamento 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015


Olá meus queridos! Venho hoje compartilhar o que achei das leituras de 2015.

Primeiramente, achei legal porque esse foi um dos anos que mais li e, mais importante que isso, fiz excelentes leituras, de livros renomados e que realmente acrescentaram na minha vida. Os nove mais queridos do ano foram:

  1. Misto Quente;
  2. Clube da Luta;
  3. Eleanor & Park;
  4. Trilogia Rei do Inverno;
  5. Vidas Secas;
  6. Capitães da Areia;
  7. Jogos Vorazes;
  8. Feliz Ano Velho
  9. Sobre Meninos e Lobos
Em janeiro/fevereiro sairá a TAG Oscar Literário na qual avaliarei melhor os livros, mas no geral, foram esses os meus favoritos de 2015.

Outra coisa que queria esclarecer neste post, é o resultado da listinha feita no final do ano passado (AQUI) em que selecionei 12 livros/séries para 2015. Posso dizer que fracassei bastante na lista kkkkk, mas vamos destrinchar os fatores que me levaram a não ler, e os que li, se gostei.


1) O cemitério - Stephen King >>> NÃO LIDO <<<

* Depois de ler O iluminado e não gostar, fiquei receosa e desisti de Stephen King por uns tempos.

2) Vidas secas - Graciliano Ramos >>> LIDO, RESENHA <<<

* O que me impulsionou a ler foi o vestibular, e apesar de não ser sido uma leitura fácil, eu gostei.

3) O colecionador - John Fowles >>> LIDO, RESENHA <<<

* Foi o primeiro livro que li em 2015 e é bem divertido.

4) Trilogia Millenium - Stieg Larsson >>> PARCIALMENTE LIDO, RESENHA EM 2016 <<<

* Li apenas o primeiro volume, Os homens que não amavam as mulheres e até mesmo a resenha já está pronta, mas vou segurar para 2016. Eu gostei do livro, porém esperava mais, e como são livros absurdamente grandes, talvez leia um por ano.

5) Um caso perdido - Colleen Hoover >>> NÃO LIDO <<<

*Esse livro entrou para a lista pois uma amiga me indicou, mas acabei perdendo o interesse por ele. Quem sabe em 2016.

6) Capitães da areia - Jorge Amado >>> LIDO, RESENHA <<<

* Outro livro lido por causa do vestibular, mas que eu adorei. Super indico e pretendo ler mais alguma coisa de Jorge Amado em 2016. Veremos.

7) O Diário de Anne Frank >>> NÃO LIDO <<<

* É um livro que não li neste ano, mas que com certeza está nos meus planos lê-lo qualquer dia.

8) Os Sete - André Vianco >>>NÃO LIDO <<<

* Eu vi este livro apenas uma vez na biblioteca e perdi a oportunidade de levá-lo naquele dia e nunca mais o encontrei. Acho que esse foi o principal motivo de não ter o lido. Talvez esteja no mês do terror de 2016.

9) Sobre Meninos e Lobos - Dennis Lehane >>> LIDO, RESENHA EM 2016 <<<

* Adorei, muito bom mesmo. É bastante cansativo, mas compensa.

10) Trilogia A seleção - Kiera Cass >>> PARCIALMENTE LIDO, RESENHA <<<

* Li apenas o primeiro volume e achei muito água com açúcar e muito previsível. Bem diferente do que eu esperava. Não tenho vontade de terminar.

11) Laranja Mecânica - Stanley Kubrick >>> NÃO LIDO <<<

* Tive problemas para conseguir esse livro também. Ficou tempos reservado na biblioteca e no fim não deu em nada. Mas continua na listinha.

12) Trilogia Sevenwaters - Juliet Marillier >>> NÃO LIDO <<<

* Depois que descobri que esse trilogia é composta por livros gigantes, dei uma desanimada. Mas pretendo lê-los ainda sim!

Enfim gente, como disse, foi um fracasso, li metade do que foi proposto kkkkk, mas como sou brasileira e não desisto nunca, já estou preparando a lista de 2016, aguardem!

TAG: Alice no País das Maravilhas

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015


Oi gente! Como estou soterrada de coisas para fazer e é fim de ano, decidi que neste mês vou fazer apenas o fechamento do ano e a listinha para 2016. Para o mês não ficar tão vazio, achei a TAG Alice no País das Maravilha, no blog da Serendipity, e gostei bastante, e como li Alice esse ano, achei propício responder, enfim, vamos lá:

  • Alice: um livro que te fez cair em um mundo completamente diferente
Li muitas distopias esse ano como Legend, Divergente, Jogos Vorazes e até mesmo Maze Runner, mas como essas são respostas bem óbvias, vou selecionar o livro Branca de Neve e os Sete Zumbis, que é um livro de contos, mas que são interligados e nos levam a um mundo medieval cheio de mistérios e horrores bem diferentes daquelas histórias meiguinhas que conhecemos quando criança.

  • Chapeleiro Maluco: um livro com um protagonista louco

Só consigo lembrar do narrador do Clube da Luta (do qual não é dito o nome). Enfim, quem já leu sabe que não posso falar muito, porque é fácil dar spoiler. Para quem não leu, super indico, entrou para a lista dos meus livros favoritos fácil.

  • Coelho Branco: um livro que atrasou suas leituras

Esse ano acredito que foi Jogos Vorazes, pois inicialmente nem tinha intenção de ler, aí como estava para sair o filme, resolvi dar uma chance, adorei, terminei os três livros em uma semana e bateu uma bad, uma ressaca literária, que enquanto não vi o filme, não passou.

  • Gato risonho: um livro que te fez rir muito

Acho que foi Feliz Ano Velho, porque apesar de ser um livro sobre um acidente, o Marcelo Rubens Paiva é muito engraçado e as passagens da vida dele e seus pensamentos são demais. 

  • Lagarta azul: um livro que fez você refletir

Li Capitães da Areia no começo desse ano, quando as mídias brasileiras estavam fervendo com o assunto da redução da maioridade penal, e esse livro me fez refletir demais e até mesmo ajudou a me posicionar contra a redução, pois ele mostra a realidade dos 'pivetinhos' e acredito que todo mundo que já leu tem uma opinião diferente sobre crianças que cometem pequenos crimes.

  • Tweedledee e Tweedledum: dois livros que são parecidos

Garota Exemplar e Não Conte a Ninguém, os dois são basicamente a mesma coisa: a mulher desaparece, fica o livro inteiro procurando, tem flashes do passado, enfim, para mim, são muito semelhantes.

  • Rainha de Copas: um livro cujo autor adora matar personagens

Eu não consegui terminar de ler a trilogia Divergente ainda, mas cara, a autora mata bastante gente hem!

********** 1 ANO DE BLOG **********

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015


Só para deixar registrado aqui, hoje, 09/12/2015 o blog Feitiço Literário comemora um ano de existência!!!

A ideia de construir um blog literário era algo que eu queria há muito tempo, mas todos os blogueiros sabem que manter um blog atualizado não é fácil, e não foi fácil para mim também, já que este é meu ano de vestibular e foi bem corrido no ensino médio.

Mas no fim deu tudo certo, acredito que este mês de dezembro foi e será o mais paradinho por que devido as provas que venho fazendo não tive muito tempo de ler, o que atrapalhou as montagens dos posts, mas 2016 está aí, e espero trabalhar muito e crescer muito!

Obrigada a todos que passaram por aqui e que leram pelo menos um linhazinha, elas foram escritas com muito amor e verdade.

A esperança (Suzanne Collins) - THG #3

sexta-feira, 20 de novembro de 2015


Acabei faz poucos minutos de ler Mockingjay, e espero que escrever essa resenha me ajude a decidir se gostei ou não do desfecho dessa história que tem me atormentado nesses últimos dias.

Bom, depois que o Peeta foi abandonado junto com outros vencedores para trás na arena, a Katniss fica bem bolada no Distrito 13. Sim, o 13 ainda existe, sua população vive no subsolo e eles querem levar a Capital ao chão, mas para isso, precisam do Mockingjay, a ser representado por Katniss, para dar aos rebeldes, esperança.

A partir daí muita coisa inútil acontece e o ritmo não colabora. Vi algumas resenhas falando que o livro provoca um estresse e uma raivinha lá no fundo do coração, e comigo não foi diferente. Mas claro, é inegável que a trilogia é viciante e mesmo com ódio você não consegue parar de ler, porque você simplesmente precisa saber o que vai acontecer.

Katniss acaba aceitando ser o Mockingjay e passa a ir em alguns distritos dar um apoio moral para os rebeldes e até mesmo para sabotar a Capital. Ela se reaproxima bastante de Gale e eles ficam metade do livro irritando você, que só quer ver a porra da guerra.

É só depois da metade do livro que as coisas começam a esquentar. Mas não se iluda, o final é doloroso.

MOMENTO DESABAFO - SPOILER

Analisando o livro como um todo, podemos dizer que o Peeta só se fode: ama uma garota desde a infância que não liga para ele, é meio inútil, só se fode nos jogos, fica perneta, quase morre toda hora, não sabe fazer nada, é pego pela capital, torturado e toda a sua família morre. Gente, coitadinho.

Aí tudo isso acontece com o garoto, e quem fica de drama? Isso. Katniss. O motivo? Ainda não sei. Veja bem, ela estava chateadíssima por terem abandonado Peeta, até aí ok. Mas depois o Peeta é resgatado, com sérios problemas e o que ela faz? Nada. O ignora e parte para o trabalho de Mockingjay e fica surtando lá. O que concluímos? A Katniss é uma puta, até o Haymitch fala.

“Se você fosse pega pelo Capitol e sequestrada, e então afligida para matar Peeta, essa é a forma que ele estaria tratando você?' Requere Haymitch.

Eu caio em silêncio. Não seria. Isso não é como ele estaria me tratando. Ele iria tentar me ganhar de volta a qualquer custo. Não me excluindo, me abandonando, me tratando com hostilidade todo o tempo. ”

Exatamente Haymitch, ajuda o menino Katniss, ele acima de tudo, é seu amigo. Qual o problema dela? A família dela estava com ela, a Capital caindo, os distritos lutando, por que ela fica tão louca?

Aí a Suzanne me vem, e fode mais um pouco, massacrando a paciência do leitor com um triângulo amoroso horrível e escroto. Katniss está em uma guerraaaaa não tem que ficar de drama por causa de garotos! Cú doce do inferno, não sabe quem ama, fica de boa então. Não pega ninguém, certo? Agora fica distribuindo beijos por aí, ‘BLÁBLÁBLÁ, não sei quem vou escolher depois que acabar a guerra LÁLÁLÁ’...... aí que ódio gente.

A guerra final foi mediana, não vemos realmente como a capital é detida, mas tem muito sangue, mortes, pressão sobre os personagens: é aquela emoção. Achei o fim do presidente Snow e da Coin bons. Não gostei da morte de Prim, achei super desnecessária e acredito que ficou faltando fechar melhor a história, sobre o que aconteceu na capital e com os outros distritos, inclusive com o 13, etc.

É claro que o final não seria flores, pois o livro contou uma guerra, e as pessoas que saem dela, ficam com sequelas. Eu achei plausível o final dos personagens, que com certeza não irradiarão mais felicidade depois de tudo o que aconteceu. É claro que eu esperava um maior desenvolvimento no relacionamento de Peeta e Katniss, porque depois da indiferença dela nesse terceiro livro, achei que ela acabaria sozinha, ou no mínimo, com o Gale, mas né. O final dado a Gale foi bem ruim e mal explicado: seria melhor se tivesse morrido com pacificadores, ou sei lá, achado outra menina.

Enfim, o que eu teria feito nesse último livro e que acredito que teria ficado melhor:

- No segundo livro, quando a Katniss e o Peeta se noivam, o Gale poderia ter se conformado que a tinha perdido, e ido procurar outra paixão, que poderia ser a Madge (filha do prefeito, que deu o pingente do Mockingjay pra Katniss), que até é alvo de ciúmes quando ela arruma remédios para o Gale, super achei que eles ficariam juntos.

- Assim, começaria o terceiro livro sem o triângulo amoroso Gale-Peeta-Katniss. Katniss teria mais tempo para se dedicar ao Peeta quando ele fosse resgatado, o que poderia ter intensificado o romance deles desde a metade do livro, e não nas últimas três páginas. Fora que o Peeta poderia ter participado mais da queda da capital, porque ele novamente é jogado para o escanteio.

- Eu mataria o Finnick talvez, para dar aquela emoção, mas a Prim não. Menos um baque para a Katniss, fora que a forma como a morte foi executada foi bem escrota né.

- Teria explicado melhor a estratégia do Distrito 13 para invadir/destruir a Capital e também sobre o que acontece depois que a guerra termina.
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Enfim, dei quatro estrelas no Skoob, por acreditar que a Suzanne não foi muita cuidadosa com o final e optou por utilizar-se do famoso triângulo amoroso ao invés de construir uma relação séria, preferiu ficar 150 páginas nos dramas inexplicáveis de Katniss ao invés de priorizar mais páginas para explicar o que se deu no território de Panem com mais detalhes, e por fim, deixou de trabalhar um final mais digno para todos os personagens: largou o Gale a sua própria sorte, o Peeta com uma vadia e a Katniss com um rapaz que ela não ama de verdade.

Quero o filme logooo, acho que vai complementar bem  o livro, mostrando melhor a tomada da capital, a morte de Prim, o que aconteceu com Panem no fim da guerra e o romance Peeta/Katniss.
 
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