TAG: Princesas Disney

sexta-feira, 11 de setembro de 2015


1) Branca de Neve: um livro com a capa branca.

Vidas Secas - Graciliano Ramos. Apesar de ser um livro chatinho de se ler, tem uma história interessante, que aborda questões importantíssimas da alienação e exclusão social.

2) Bela (Bela e a Fera): um livro que você já leu mais de uma vez.

Ainda não cheguei nessa fase de reler livros, pois tenho tantos na lista de espera, que me parece bobagem reler algum agora. Mas pretendo ler novamente 'O caçador de pipas', que fui um livro que li a bastante tempo, e que amei demais.

3) Aurora: um livro que você tentou ler várias vezes, mas que acabou "dormindo".

Infelizmente, Dragões de Éter. Peguei várias vezes para ler quando estava de férias, mas não fluiu.

4) Jasmin: um livro com um bicho de estimação muito querido.

Nossa, pergunta difícil pois não li muitos livros com animais, inclusive uma coisa estranha das distopias atuais, é que elas nunca citam o que aconteceu com os animais né? Mais alguém já percebeu isso? Enfim, acho que colocaria Aslan, o leão das Crônicas de Nárnia, pois foi o último livro com animais que li.

5) Ariel: um livro ou autor que você coleciona.

Não coleciono nenhum autor, mas os três autores que pretendo ler mais são: Marcelo Rubens Paiva; Bernard Cornwell; e Chuck Palahniuk.

6) Elsa: um livro que se passa no inverno.

Eu ia colocar As crônicas do gelo e do fogo né, mas como ainda não chegou o inverno em Westeros, vou de O guardião de memórias (Kim Edwards), que não se passa totalmente no inverno, porém, uma importante parte da trama é nessa estação, e apesar de ser um livro mediano, tem uma temática interessante: A síndrome de Down.

7) Rapunzel: um livro longo (em número de páginas ou que a história é muito arrastada).

Convergente (Veronica Roth) está difícil de terminar. São cerca de 500 páginas, e está beeeeeeem chato.

8) Cinderela: um livro ou série que se perdeu no meio do caminho.

A trilogia Maze Runner. SPOILER SPOILER SPOILER. Bem, o próprio título cita um labirinto, porém, os personagens saem do labirinto no primeiro livro e depois é só enrolação e tramas bem mornas e chatinhas.

Bom foi isso então, a TAG eu vi no blog http://melinasouza.com, espero que tenham gostado, deixe seu comentário, e um beijo.

Insurgente (Veronica Roth) #2

sábado, 5 de setembro de 2015


O segundo livro de Divergente, Insurgente, é bem ruinzinho.

A história recomeça na sede da Amizade, para onde se refugiaram o grupo de Tris. Uma caça mortal pelos divergentes se instaura, a pedido da Erudição; Beatrice está traumatizada após todas as mortes; e inocentes sofrem no meio dessa batalha por poder.

Achei esse livro muita enrolação, nada de realmente importante acontece até o último capítulo: é chato e entediante. A única coisa boa desse livro, é que conhecemos melhor todas as facções, já que Beatrice vai perambular pela sede da Amizade, Franqueza e Erudição, que ainda não haviam sido expostas ao leitor. Veronica Roth quer ser a nova George R. R. Martin, matando todo mundo na história, mas falha, porque isso não deixa Insurgente mais interessante.

Beatrice está muito chata nesse volume, chorona e querendo voltar para a Abnegação, pois nem manejar uma arma, consegue mais. Há uma guerra, querem pegá-la, ela foi treinada para isso e ela fica de graça. Para que vocês tenham uma noção, até no filme esse detalhe é ignorado, de tão sem sentido que é.

O relacionamento de Tris e Quatro, fica bem irritante: os dois ficam de joguinhos, mentirinhas e discussões absurdamente infantis. E ainda por cima os amigos de Tris estão mortos, salvo a Christina, que, porém, ainda está puta com a morte de Will.

Alguém precisa parar a Erudição, mas como? O que eles estão escondendo? Por qual informação os pais de Tris morreram? Essas são as perguntas que direcionam o segundo volume de Divergente.

Eu não gostei do final e não gosto do rumo que a história está tomando. Acredito que se Veronica focasse no problema entre facções (a única coisa realmente legal do livro), Insurgente, e consequentemente Convergente (que eu nem li ainda), seriam bem melhores.

Divergente (Veronica Roth) #1

sexta-feira, 28 de agosto de 2015


Divergente é mais uma distopia da moda que vem levando pré-adolescentes à loucura. Mas, se quer ver críticas inteligentes ao governo e estas coisas que procuramos em livros distópicos, eu não recomendaria a você Divergente.

Bom, mas vamos destrinchar o livro para que você tire suas próprias conclusões. A história se passa no futuro, onde depois de uma terrível guerra, os seres humanos remanescentes, constroem uma cerca sobre a atual cidade de Chicago, e decidem constituir uma nova sociedade dividindo-a em cinco grupos, chamados de facções: Erudição, responsável pelo conhecimento e tecnologia; Audácia, responsável pela segurança; Franqueza, incumbida de promover a verdade; Abnegação, responsável pelo altruísmo e por governar; e a Amizade, incumbida de fornecer alimentos.

É por causa dessa divisão, que conhecemos Beatrice, uma integrante da Abnegação por nascença, mas que passará por um teste de personalidade para ajudá-la a decidir se ficará na Abnegação, ou se tem condições de se mudar de facção. Apesar de Beatrice acreditar que não pertença 100% a Abnegação, trocar de facção significa abandonar sua família.

Ao fazer o teste de aptidão e receber um resultado inconclusivo, que não a ajuda a escolher sua facção, Beatrice segue seu coração, e muda para a Audácia, deixando tudo e todos que conhecia para trás.

Então, veremos o treinamento de Tris, já que ela supostamente trabalhará na segurança; as picuinhas entre os calouros da Audácia; os romancinhos; até que a coisa fica séria: os conflitos entre as facções se agravam e rumores de guerra começam a se espalhar.  E a partir daqui, seria spoiler se eu falasse.

A história se desenvolve sem muito drama, não tem triângulos amorosos (amém), porém, trata-se de um livro de puro entretenimento, não há assuntos importantes sendo abordados, e o livro não levanta nenhuma discussão sobre nenhum tema polêmico. Os diálogos são bem bobinhos, assim como várias das ações das personagens. A narrativa é permeada de ação e mortes. As personagens são ok: a protagonista, Tris, não é insuportável; os amigos que ela faz são legais, o boy magia, Quatro, é maravilho e a vilã, Jeanine, convence.

Enfim, o livro é bom como um todo, já como distopia, nem tanto. Não vá com altas expectativas.

*Apesar de alguns dos meus amigos que leram o livro terem reclamado do filme, eu gostei bastante, só final que foi meio tosco.

TAG Divertida Mente

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

1. Alegria: O livro que mais te traz felicidade:

Foi difícil escolher pois geralmente gosto dos livros tristes, mas acho que 'Aprendendo a seduzir' - Patricia Cabot, foi um livro que me trouxe muita felicidade e proporcionou boas risadas.

2. Nojinho: O livro mais nojento que você já leu:

'Ensaio sobre a cegueira' - José Saramago, pois o cenário vai ficando bem nojento quando todo mundo fica cego, mendigo, não se limpa, não tem coleta de lixo, e tal. 

3. Medo: O livro que mais te assustou:

‘Vidas secas’ – Graciliano Ramos, não pelo fator terror, mas assusta pelo fator realidade, pobreza e desgraça.

4. Tristeza: O livro que mais te fez chorar:

‘O caçador de pipas’ - khaled Hosseini, e foi de soluçar!

5. Raiva: O livro que te deixou irritado:

Na verdade a série toda de House of Night me deixou irritada: são muitos livros, o enredo é bem ruinzinho, tem personagens insuportáveis (inclusive a protagonista): enfim tem que ter muita paciência para ler!


Capitães da Areia (Jorge Amado)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015


Não li muitos livros brasileiros, principalmente os clássicos, mas dentre os que li o que mais gostei até hoje, foi Capitães da Areia, de Jorge Amado.

A história é sobre um grupo de moleques marginalizados que precisam cometer ações para sua própria sobrevivência. Há vários personagens, como Pedro Bala, Sem Pernas, Volta Seca, o Professor, Dora entre outros.

Esses garotos cometem pequenas infrações tentando obter algum conforto e estabilidade a suas vidas. E há duas visões diferentes em relação aos garotos: eles contam com ajuda de alguns (o padre, por exemplo), e o julgamento de outros (o diretor do reformatório e o jornal, por exemplo).

É interessante como o livro continua tão atual. Com essa discussão que se teve sobre a Maioridade Penal, quem já leu Capitães acredito que tem outra visão em relação a essas crianças do mundo do crime. É trabalhado no livro, o fato de que muitas crianças cometem esses atos não porque querem, mas porque não possuem oportunidades e são condicionadas pelo sistema a fazer o que fazem.
É uma triste realidade.

A narrativa é bem leve (se comparado a outros livros de vestibular), o enredo bem legal e jovial. A linguagem é informal e os personagens são carismáticos: é fácil se identificar, sentir pena e torcer por eles.


Mesmo para quem não vai fazer vestibular, indico esse livro, é bem gostosinho de ler, e brasileiro!


Misto Quente (Charles Bukowsky)

terça-feira, 4 de agosto de 2015


“Qualquer outra coisa, qualquer outra coisa que me fizesse parar de afundar nessa existência tediosa, trivial e covarde”.

Livro maravilhoso de Charles Bukowsky, Misto Quente é meio que uma autobiografia da infância do autor.  Entretanto, no livro, Bukowsky faz uso de seu alter ego, Henry Chinaski, e conta para nós a história, que se passa por volta dos anos 1920 até mais ou menos 1940. Durante a leitura, achei muito engraçado como os EUA nos anos 30 parecia tanto com o Brasil nos anos 80.

O enredo é narrado com crueza e sem pudor. É a pura realidade de Bukowsky, e é muito legal como o autor não se oprime e não deixa nenhum fato ou sentimento vergonhoso de lado: tem ele apanhando do pai; um colega batendo uma para o cachorro; ele desistindo de transar com uma mulher mesmo ela estando nua, na frente dele; ele dando vários PTs depois das bebedeiras; apanhando em brigas; enfim, a juventude de Henry Chinaski foi bem conturbada.

O enredo passa por várias temáticas como sexo, depressão, adolescência, brigas, família, amigos, isolamento, aquela sensação de não se encaixar, a pobreza, a desigualdade, enfim, o que mais tem nesse livro é Henry reclamando do cabaço, dos pais, da sociedade, da escola e claro, muitas BRIGAS. Gente, a cada dois capítulos tem porrada. Como esse povo brigava!



O livro tem várias passagens excelentes, como a do título dessa resenha, é muito filosófico, pessimista e como já disse antes, real. Peguei alguns trechos para vocês:

1- “O problema era que você tinha que continuar escolhendo entre o ruim e o pior, e não importa a escolha eles arrancariam mais um pedacinho de você, até não restar mais nada. Aos 25 anos a maioria estava acabada. Toda uma maldita nação de bunda-moles dirigindo automóveis, comendo, tendo bebês, fazendo tudo da pior forma possível, como votar em candidatos à presidência que os lembrassem de si mesmos.

Eu não tinha interesses. Não tinha interesse em nada. Não tinha ideia de como iria escapar. Pelo menos, os outros, tinham algum gosto pela vida. Pareciam entender algo que eu não entendia. Talvez eu estivesse por fora. Era possível. Eu frequentemente me sentia inferior. Só queria ir para longe deles. Mas não havia nenhum lugar para ir. Suicídio? Jesus Cristo, apenas mais trabalho ainda. Sentia vontade de dormir uns cinco anos seguidos, mas eles não me deixariam.”

2-“Reunidos em volta de mim estavam os fracos ou invés dos fortes, os feios ao invés dos bonitos, os perdedores ao invés dos ganhadores. Parecia ser meu destino viajar naquelas companhias por toda a vida. Isso não me aborrecia tanto quanto o fato de que eu parecia irresistível para esses companheiros idiotas e estúpidos. Eu era como um lixo que atraía moscas em vez de uma flor desejada por borboletas e abelhas.”.

3-“Eu podia ver o meu futuro bem na frente. Era pobre e continuaria sendo pobre. Mas não era particularmente dinheiro que eu queria. Eu não sabia o que eu queria. Sim, sabia. Queria um lugar para me esconder, algum lugar onde uma pessoa não tivesse que fazer nada. O pensamento de me tornar alguma coisa, não apenas me apavorava, mas me deixava enojado. O pensamento de me tornar advogado, um membro do conselho ou um engenheiro, qualquer coisa assim, parecia impossível para mim. Casar, ter filhos, ficar enroscado na estrutura familiar. Ter que ir para algum lugar todos os dias trabalhar e voltar. Era impossível. Fazer coisas, coisas simples, tomar parte em piqueniques familiares, Natal, 4 de Julho, o Dia do Trabalho, o Dia das Mães... será que um homem nasce apenas para suportar essas coisas todas e depois morre?”.

4- “E minhas próprias coisas eram tão más e tristes, como o dia em que nasci. A única diferença era que agora eu podia beber de vez em quando, apesar de nunca ser o suficiente. A bebida era a única coisa que não deixava o homem ficar se sentindo inútil e atordoado o tempo todo. Tudo mais te pinicando, te ferindo, despedaçando. E nada era interessante, nada. As pessoas eram limitadas e cuidadosas, todas iguais. E eu teria que viver com esses putos pelo resto da minha vida, pensava. Deus, eles todos tinhas cus, e órgãos sexuais e seus sovacos. Eles cagavam e tagarelavam e eram tão inertes quanto bosta de cavalo. As garotas pareciam boas à distância, o sol provocando transparências em seus vestidos, refletido em seus cabelos. Mas chegue perto e escute o que elas tem na cabeça sendo vomitado pelas suas bocas. Você ficava com vontade de cavar um buraco sobre um morro e ficar escondido com uma metralhadora”.


Bom, para finalizar, posso dizer que amei o livro, ele é curto, bem rápido de ler, a narrativa é super gostosa, o enredo é bem legal e muito atual, e principalmente para você, jovem revoltado, leia Misto Quente, e você verá que não está sozinho nessa ;)

Não Conte a Ninguém (Harlan Coben)

sexta-feira, 31 de julho de 2015


O livro Não conte a ninguém do aclamado Harlan Coben é bom, mas possui muitos defeitos. Outro fator que pode ter influenciado minha leitura, foi que a poucos meses li Garota Exemplar, e a história é muito parecida.

O enredo é sobre a história de Beck, um pediatra que perdeu a mulher, Elizabeth, em um atentado suspeito enquanto estavam comemorando mais um ano de casamento.

Após oito anos do acidente trágico onde a esposa saiu morta por um suposto serial killer, Beck passa a receber e-mails com conteúdos que só sua companheira sabia. Será que ela está viva, ou alguém está fazendo uma brincadeira de mau gosto?

Ao mesmo tempo em que Beck fica confuso com os e-mails, dois corpos aparecem perto da onde Beck e sua esposa sofreram o ataque, e então a polícia reabre o caso, e começam a duvidar que Elizabeth fora morta por um serial killer: a culpa cai sobre Beck.

Ele então precisa provar sua inocência, descobrir o remetente dos e-mails, encaixar as peças perdidas do caso de Elizabeth e fugir dos perigos à espreita.

Os acontecimentos são bem frenéticos, tornando o enredo interessante. A leitura é bem fácil e rápida. O que me incomodou mesmo neste livro, foram os absurdos. Odeio ler livros que querem falar da vida real (não tem elementos místicos e mágicos), mas possuem situações bizarras e improváveis. Falarei mais sobre os absurdos nos spoilers...

Foi meu primeiro livro do autor, e não pretendo lê-lo novamente tão brevemente, já que ouvi boatos de que todos seus livros seguem mais ou menos o mesmo padrão. Mas este livro em particular é uma boa leitura de entretenimento, só podia ser menos ‘viajado’.

(MOMENTO DESABAFO) - SPOILER
                       
O cara (Beck) mata um homem e vai comemorar o casamento de boa? Nenhum peso na consciência, nenhuma palavra a respeito com a esposa sobre o acontecido?

Tem algumas partes muito novela mexicana, como um traficante parar sua vida para ajudar um médico, um médico fugindo da polícia, matando um cara; o motivo da coisa toda: o pai de um playboyzinho querer vingança?. What?

Não dar final para os outros personagens? Linda, Shaune, Tyrese?


O livro também tem um final muito clichê. Sério? Elizabeth viva o tempo todo e o casal perfeito juntos no final novamente? Mais criatividade, por favor.
 
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