Logo que Zoey e seus amigos banem Kalona e Neferet, já ficam sabendo que esse exílio é ‘temporário’, que medidas mais ríspidas/ bruscas terão de serem tomadas.
Porém, há complicações, pois estão todos cansados (gente, isso acontece porque o livro se passa em pouco tempo, por exemplo, em Caçada, acho que são três /quatro dias que se vão ao livro todo e o Tentada começa no mesmo dia em que terminou o Caçada), Stark está ferido, a Vovó Redbird está debilitada, Zoey estressada, e eles se delongam.
O grupo acaba ficando na abadia, junto às freiras, para descansarem e pensarem. Zoey acaba se complicando no mesmo dilema novamente, só que dessa vez pior. Os três namorados – Stark, seu guerreiro; Heath seu consorte, e Erick, seu namorado vampiro – estão todos no mesmo recinto, deixando-a com terríveis dores de cabeça.
A convivência também é abalada em relação a Steve Rae. Zoey, que desconfiava de algo obscuro nos túneis da Sacerdotisa dos Vampiros Vermelhos, fica cada vez mais abalada e certa de que Steve está escondendo muita coisa dela.
Afrodite continua a ter visões, e todas elas provam que Zoey tem descendência em A-ya – antiga amada de Kalona – o que a deixa apavorada, pois isso lhe prova duas coisas: Primeiro que ela foi criada para amar Kalona, ela simplesmente não pode evitar; e segundo, que apenas ela pode detê-lo.
Zoey e seus amigos serão testados ao extremo, na continuação da busca para capturar o mal. A história literalmente recomeça com nesse volume, e com qualidade, depois de dois livros inferiores. O sexto livro vem para elevar a história ao patamar dos primeiros.
O narrador da história muda constantemente: vai passar de Zoey, para Steve Rae, Afrodite, e até mesmo Rephaim. Isso provocou muitas críticas, pois os cinco volumes anteriores foram narrados em primeira pessoa por Zoey, e nesse, vários capítulos entra uma narração em terceira pessoa, expondo o lado de outros personagens. Eu gostei, não vi nada demais, achei que foi um ponto positivo no livro. A narrativa até ficou até melhor, porque venhamos e convenhamos, Zoey é uma personagem cansativa.
Consequência da mudança da narração, Steve Rae, ganha ênfase no livro, e conhecemos mais quem ela se tornou e como pensa. Vamos deslumbrar de sua bravura e determinação, além de sentirmos sua preocupação com a vida, e seu carisma. Ela é muito mais categórica que Zoey. Uma ótima personagem para passar a apreciar. Vamos ter a oportunidade de sofrer junto de Steve. Esconder segredos de sua melhor amiga não é fácil. Ao percorrer o perímetro da abadia para ver se estava tudo em ordem, ela vai se deparar com um ‘resto’ do conflito, um Corvo Escarnecedor ferido – Rephaim. Ela vai escondê-lo, por dó, e acabar numa encruzadilha. Afrodite continua altamente sarcástica e politicamente incorreta. Gosto muito dela e da verdade que ela sempre expressa. Porém vamos ver que por baixo dessa personalidade ela esconde sua sensibilidade e doçura.
Outro personagem que a maioria das leitoras passa a amar a partir desse sexto livro (inclusive eu), é o Stark. Ele não é todo meloso, é convencido, resumindo, o nosso amado estilo bad-boy. Meu preferido. E aproveitando que falei dele, devo acrescentar que a relação Zoey-Heath-Stark é de atordoar, realmente enquanto lia, não sabia se ria ou chorava. Que dó, que dó! Falando nisso, essa parte dos namorados também é semirresolvida em Tentada e dá uma aliviada nesses relacionamentos complicados.
Por fim, quero finalizar dizendo que compensa ler, é bem legal, e como já falado, retoma o gás do início da série.

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